28 de janeiro de 2010

A arte "fantástica" de Burle Marx

Roberto Burle Marx (1909-1994), foi um grande artista plástico brasileiro, de renome internacional e reconhecido como um dos mais importantes arquitetos paisagistas do século 20, além de ter se dedicado às outras artes, pois também foi pintor, desenhista, decorador, litógrafo, escultor, ceramista, gravador, tapeceiro e designer de jóias.

Nascido em São Paulo, com quatro anos de idade passou a residir com sua família no Rio de Janeiro. Aos 19 anos viajou para Alemanha, permanecendo por dois anos, período em que se integrou à vida cultural do local, frequentando museus, teatros, óperas, galerias de arte. Durante a sua estada na Alemanha, em contato com as obras de Vincent van Gogh, Pablo Picasso, Matisse e Paul Klee, resolveu estudar pintura, frequentando o ateliê de pintura de Degner Klemn.

Frequentando os jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, Burle Marx descobriu, em suas estufas, a flora brasileira.

De volta ao Brasil (1930 -1934), por incentivo de seu amigo Lúcio Costa, ingressou no curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, atual Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Seu primeiro projeto paisagístico, em 1932, foi o jardim de uma casa desenhada pelos arquitetos Lúcio Costa e Gregory Warchavchik. Dali em diante, não parou mais de projetar paisagens, pintar e desenhar.

Burle Max nunca deixou de encarar a pintura como atividade paralela, mas não necessariamente subjugada pela de paisagista, em que mais se consagrou, inclusive internacionalmente.

De 1934 a 1937, o paisagista foi diretor do Departamento de Parques e Jardins de Pernambuco.

Sua paixão por plantas remonta à juventude, quando se interessa por botânica e jardinagem. Em 1949, Burle Marx comprou uma área de 365.000 m2 em Barra de Guaratiba, no litoral do Rio de Janeiro. Ali começou a organizar sua enorme coleção de plantas. Em 1985, ele doou a propriedade à Fundação Pró-Memória Nacional, entidade cultural do governo federal que atualmente se chama Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

O sítio abriga cerca de 3.500 espécimes de plantas originárias de florestas brasileiras e de outros países. A coleção é considerada uma das mais importantes do mundo no que se refere a plantas tropicais e semi-tropicais.

Exibição permanente de obras do artista (pinturas, desenhos, tapeçarias, vitrais, painéis de azulejos, tecidos pintados) bem como um acervo significativo de vidros decorativos, imagens barrocas em madeira, cerâmica pré-colombiana e uma excepcional coleção de cerâmica popular brasileira, originária do Vale do Jequitinhonha-MG. Em seus jardins há esculturas em cerâmica (totens) de Miguel dos Santos, ceramista de João Pessoa-PB, e um exemplar dos famosos leões do Mestre Nuca de Tracunhaém-PE.

Em 1955, fundou a empresa "Burle Marx e Cia", onde elaborava projetos de paisagismo e fazia a execução e manutenção de jardins residenciais e públicos.


Burle Marx residiu grande parte de sua vida no Rio de Janeiro, onde estão localizados seus principais trabalhos, embora sua obra possa ser encontrada ao redor do mundo.

O Parque Burle Marx, em São Paulo, e o Sítio Guaratiba, no Rio de Janeiro, são dois dos locais que guardam o legado do maior nome do paisagismo brasileiro.



"O jardim é a natureza ordenada

pelo homem e para o homem".


Roberto Burle Marx




Saiba mais: Wikipédia; Uol Educação; Ceramicanorio



2 comentários:

Rosana Amoras disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
ARTE E VIDA disse...

Olá, agradeço sua visita em meu blog.
Abraços